Estamos a uma semana do Enase 2008 e, conforme informado, segue a configuração do Fórum de Presidentes. Presidente do Fórum: Paulo Godoy - Presidente da Abdib

Participantes da Mesa Redonda: José Antônio Muniz - Presidente da Eletrobrás Eduardo Karrer - Presidente da MPX José Sidnei Colombo Martini - Presidente da CTEEP


PROGRAMAÇÃO COMPLETA:


1° Dia - 01 de outubro 8h30 - CREDENCIAMENTO 9h - ABERTURA DO EVENTO Dirigentes das Associações Co-promotoras Luiz Carlos Guimarães, Paulo Pedrosa, Ricardo Pigatto, Xisto Vieira Filho, José Cláudio Cardoso, Nélio Borges, Luiz Fernando Vianna, Evandro Coura, Flávio Neiva, Cristiano Abijaode Amaral, Paulo Godoy, Bruno Dauster, Lúcio Reis, Edson Kuramoto, Fernando Luiz Zancan, Lauro Fiúza e Carlos Roberto Silvestrin

Diretor-Executivo do Enase e Grupo CanalEnergia Rodrigo Ferreira

Ministro de Minas e Energia Edison Lobão*

Diretor-Geral do ONS Hermes Chipp

Diretor-Geral da Aneel Jerson Kelman

Presidente da CCEE Antonio Carlos Fraga Machado

Presidente da EPE Mauricio Tolmasquim

Keynote Speaker Mário Veiga Diretor da PSR Consultoria

Pronunciamentos VISÃO GERAL DO ENASE 2008 (5’) Diretor-Executivo do Enase e Grupo CanalEnergia Rodrigo Ferreira

POLÍTICA ENERGÉTICA E O SETOR ELÉTRICO – UMA VISÃO DE LONGO PRAZO (30’) Ministro de Minas e Energia Edison Lobão

DESAFIOS ATUAIS – IMPACTOS DE LONGO PRAZO (30’) - Final dos contratos iniciais - Explosão tarifária - Mix energético - Abastecimento de combustíveis - Renovação de concessões - Integração energética entre países - Projetos estruturantes Mário Veiga Diretor da PSR Consultoria 10h10 - COFFEE BREAK 10h30 - PAINEL 1: CENÁRIOS DE LONGO PRAZO - IMPLEMENTANDO O PLANEJAMENTO SETORIAL

Visão da Empresa de Pesquisa Energética – EPE PLANEJANDO E VIABILIZANDO HOJE A MATRIZ ENERGÉTICA 2020 – SEGURANÇA DO ABASTECIMENTO (30’) - O futuro da matriz energética segundo o PDEE - Critérios de revisão e acompanhamento do PDEE - Desafios atuais - impactos de longo prazo: o cronograma da expansão e o atendimento de curto prazo, abastecimento de combustíveis e potencial amazônico Mauricio Tolmasquim Presidente da EPE

Visão do Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS DESAFIOS E NECESSIDADES DA OPERAÇÃO DO SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL PARA ATENDIMENTO AO PLANO DECENAL DE ENERGIA ELÉTRICA – PDEE (30’) - A expansão da geração e o despacho do mix energético - A evolução da transmissão e a interconexão entre submercados - Desafios atuais - impactos de longo prazo: integração energética entre países, níveis-meta e conexão de fontes alternativas Hermes Chipp Diretor-Geral do ONS

Visão da Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel EVOLUÇÃO DA REGULAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE VIABILIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO E EXPANSÃO (30’) - Aperfeiçoando a regulação e a estabilidade de regras para a consolidação do marco regulatório - A regulação e a diversificação da matriz energética – equilíbrio, isonomia e competição - Desafios atuais - impactos de longo prazo: revisão tarifária e regulação de fontes alternativas Jerson Kelman Diretor-Geral da Aneel

Visão da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE ADMINISTRANDO CONTRATOS E FORMANDO PREÇOS NUM MERCADO COMPETITIVO (30’) - Evolução do mercado de curto prazo e a entrada de novos agentes - A formação de preço para uma matriz energética diversificada - Desafios atuais - impactos de longo prazo: formação de preços, definição de garantias e mecanismos para segurança da liquidação Antonio Carlos Fraga Machado Presidente do Conselho de Administração da CCEE

Participação do Público (10’) 12h40 - ALMOÇO 14h – VIABILIZANDO ASPECTOS AMBIENTAIS PARA O SETOR ELÉTRICO

MEIO AMBIENTE – QUESTÕES CRUCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO DOS PROJETOS DO SETOR ELÉTRICO (30’) - Evolução recente das questões relativas ao licenciamento ambiental - Projetos de Leis Ambientais prioritárias para o setor elétrico – Cenário Legislativo - O Plano Nacional de Mudanças de Clima – abordagem setorial Silvia Calou Diretora da ABCE

Participação do Público (10’) 14h40 - COFEE BREAK 15h – O FUTURO DE DOIS ‘MUNDOS’: MERCADO LIVRE E REGULADO

FUTURO DO AMBIENTE REGULADO (25’) - Abertura do mercado - Preços e contratos - Perspectivas de crescimento - Fontes alternativas Luiz Carlos Guimarães Presidente da Abradee

NOVO CICLO DO MERCADO DE ENERGIA (25’) - Custo da segurança e sua alocação - A evolução do papel dos agentes na expansão - Transparência, responsabilidade e liberdade – marcas do novo ciclo Paulo Pedrosa Presidente da Abraceel

SIMBIOSE: UMA RELAÇÃO MÚTUA E VANTAJOSA PARA O ACL E ACR (25’’) - Cenário e pontos de atenção para consumidores livres e cativos - Reações e inovações dos consumidores - Simbiose – simples e funcional Lúcio Reis Diretor-Executivo da Anace

SOBREVIVÊNCIA DO MERCADO LIVRE (25’) - Energia nova - Energia existente - Certificados de energia Nélio Borges Conselheiro da Abrace

Comentários (10’) José Said de Brito Sócio da Excelência Energética

Participação do Público (10’) 17h00 - ENCERRAMENTO DO PRIMEIRO DIA

2° Dia - 02 de outubro 8h30 - CREDENCIAMENTO 9h - ABERTURA DO SEGUNDO DIA 9h – DESAFIOS PARA EXPANSÃO DA GERAÇÃO HÍDRICA – GRANDES APROVEITAMENTOS

PALESTRA ESPECIAL AHE BELO MONTE – A EXPANSÃO AMAZÔNICA (25’) José Antônio Muniz Presidente da Eletrobrás

CENÁRIOS DE EXPANSÃO DO SISTEMA DE TRANSMISSÃO (25’) - O papel das transmissoras - Novas fronteiras do Sistema Interligado Nacional - Integração internacional dos sistemas elétricos José Claudio Cardoso Presidente da Abrate

PARTICIPAÇÃO DOS AUTOPRODUTORES NOS PROJETOS ESTRUTURANTES: GERAÇÃO + CARGA = DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL (25’) - Caráter estratégico e de interesse nacional; PPS’s - Incentivos para a carga; direito de conexão ao barramento da usina; pré-determinação do preço da TUST e/ou da TUSD - Criação da reserva estratégica dos potenciais de energia hidráulica da Amazônia Legal Cristiano Abijaode Amaral Vice-Presidente da Abiape

O PAPEL DE GRANDES HIDRELÉTRICAS NO EQUILÍBRIO DA OFERTA COM A DEMANDA DE ENERGIA ELÉTRICA (25’’) - O crescimento do mercado - Fatores condicionantes para o cumprimento do cronograma de obras de hidrelétricas - Mitigação de impactos ambientais Flávio Neiva Presidente da Abrage

A VOCAÇÃO DOS PRODUTORES INDEPENDENTES PARA GRANDES PROJETOS DE GERAÇÃO (25”) - O Projeto Rio Madeira - O PDE, a estrutura regulatória e os grandes aproveitamentos hidrelétricos - Perspectivas de novos projetos Luiz Fernando Leone Vianna Presidente da Apine

Comentários (10’) Silvio Areco Consultor

Participação do Público (10’) 11h25 - COFFEE BREAK 11h40 – FÓRUM DE PRESIDENTES

Presidente do Fórum Paulo Godoy Presidente da ABDIB

Participantes da Mesa Redonda José Antônio Muniz Presidente da Eletrobrás

Eduardo Karrer Presidente da MPX

José Sidnei Colombo Martini Presidente da CTEEP 12h50 - ALMOÇO 14h – O MIX ENERGÉTICO E AS FONTES ALTERNATIVAS E COMPLEMENTARES DE GERAÇÃO

O PAPEL DAS PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS NA MATRIZ DE ATENDIMENTO AO MERCADO(20’) - Histórico e perspectivas de implementação - Desafios regulatórios e setoriais a serem superados - Ações sugeridas para consolidar o segmento Ricardo Pigatto Presidente da APMPE

UM PROGRAMA DE NAÇÃO PARA A EÓLICA NO BRASIL (20’) - No mundo, uma solução e uma fatalidade - Eólica, uma aposta estratégica: envolvimento e comprometimento do governo e da sociedade - A competitividade e a sustentabilidade brasileira com o complemento eólico Lauro Fiúza Presidente da ABEEólica

BIOELETRICIDADE: POTENCIAL, DESAFIOS & OPORTUNIDADES (20’) - Matriz agroenergia: paradigma de sustentabilidade - Panorama da indústria da cana-de-açúcar - Bioeletricidade: a próxima fronteira da cana - Potencial, desafios e propostas de fomento Carlos Roberto Silvestrin Diretor da Cogen SP

Participação do Público (10’) 15h10 - COFFEE BREAK 15h30 - O MIX ENERGÉTICO E A GERAÇÃO TÉRMICA

GERAÇÃO TERMELÉTRICA NO FUTURO DO SIN – A GARANTIA DA SEGURANÇA ENERGÉTICA (20’’) - Geração termelétrica de base: as fontes disponíveis e requisitos futuros - Que níveis de segurança energética conseguimos com um planejamento de novas térmicas - Geração térmica X reservatório equivalente Xisto Vieira Filho Presidente da Abraget

GERAÇÃO FLEXÍVEL E SEGURANÇA DO SUPRIMENTO (20’) - História recente da geração a óleo no Brasil - Os custos e os benefícios - Plantas flexíveis como geração de reserva e sua participação nos leilões Bruno Dauster Presidente da Abragef

CARVÃO MINERAL BRASILEIRO E SUA INSERÇÃO NA MATRIZ DE GERAÇÃO TERMELÉTRICA (20’) - Potencialidade (recursos e jazidas) - Contribuição da matriz de geração - Desafios e oportunidades Fernando Luiz Zancan Presidente da ABCM

PARTICIPAÇÃO DAS USINAS NUCLEARES NA MATRIZ ENERGÉTICA (20’) - Cenário atual da energia nuclear no Brasil e no mundo - Gerenciamento dos rejeitos radioativos - Mercado do urânio no mundo Edson Kuramoto Diretor de Comunicação da ABEN

Participação do Público (10’) 17h - ENCERRAMENTO DO SEGUNDO DIA

Um mundo sustentável - Energia

Quais os objetivos da rede temática da energia?

Elaborar uma proposta de estrutura de um Modelo Energético para o Desenvolvimento Sustentável do Brasil

Quais as áreas de atuação da rede temática da energia?

Planejamento Energético, geração, transmissão e Distribuição de energia, Utilização de Fontes Renováveis Domésticas, Estruturação da Industria de Fornecedores, Uso racional da Energia (eficiência energética) e políticas energéticas.

A quem interessa a rede temática da energia?

População em geral, empresas de energia, industria e comércio, serviços, administração pública, academias, associações ligadas à energia.

Quem se beneficiará com o trabalho da rede?

População em geral, empresas de energia, industria e comércio, serviços, administração pública, academias, associações ligadas à energia.

Quem são (e por que) os potenciais integrantes da rede?

Participantes do STEF, instituto de pesquisa e planejamento, empresas de energia.

O que a rede pretende fazer?

Criar um instrumento de discussão e definição conjunta de princípios, ações para a estruturação de um modelo energética sustentável.

Articulador

Memória dos encontros

ENCONTRO DA REDE TEMÁTICA DE ENERGIA

Local: UNINDUS - Universidade da Indústria (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná - Curitiba - Paraná - Brasil

Data: 20/09/2006

Participantes:

Antonio Luiz Soares - COPEL

Carlos Alberto Dallabona - UTFPR/CEFET

Carlos Victor C. Gianini - COPEL

Dario Jackson Schultz - COPEL

Filipe Costa - IJURIS

Flavia P. Serran - MME/EPE

Gustavo Krüger da Costa Barreto -

Helio Mitsuo Sugai - COPEL

Manoel Carlos Solera -

Mauricio P. Cantão - LACTEC

Milton F. Santos Júnior - COPEL

Sara Rachel Orsi Moretto - UTFPR/CEFET

Vilmar Rodrigues Galvão -

Wilson Tadeu Pizzatto - COPEL

Relatos e decisões do encontro:

Dando inicio a reunião Dario Jackson Schultz, da COPEL, deu as boas vindas e abriu a discussão sobre os seguintes assuntos:

Objetivos da rede temática da energia:

Ficou decidido por elaborar uma proposta de estrutura de um Modelo Energético para o Desenvolvimento Sustentável do Brasil. Áreas de atuação da rede temática da energia. Planejamento Energético, geração, transmissão e Distribuição de energia, Utilização de Fontes Renováveis Domésticas, Estruturação da Industria de Fornecedores, Uso racional da Energia (eficiência energética) e políticas energéticas. Interessados pela rede. População em geral, empresas de energia, industria e comércio, serviços, administração pública, academias, associações ligadas à energia. Os beneficiados com o trabalho da rede. População em geral, empresas de energia, industria e comércio, serviços, administração pública, academias, associações ligadas à energia. Potenciais integrantes da rede. Participantes do STEF, instituto de pesquisa e planejamento, empresas de energia. Pretensões da rede.Criar um instrumento de discussão e definição conjunta de princípios, ações para a estruturação de um modelo energética sustentável.

Impressões:

Verificamos que foi criada uma grande espectativa pelos participantes, no sentido de se obter soluções, sugestões de assuntos específicos de energia, abrindo discussão a nível nacional sobre temas polêmicos e devemos motivar a participação dos integrantes desta rede para poder ter resultados práticos e eficientes. - Antonio Luiz Soares.

Foi sugerido que fizessem os seus comentários enviando ao site e que temos de ter o hábito de pelo menos fazer uma visita diária ao site.

Próximo encontro a ser agendado.

Energia e a sustentabilidade

Este espaço foi criado para dar visibilidade às propostas de soluções para um Modelo Energético Sustentável da Rede da Energia

China: como será possível alimentar este gigante?* Por Mauro Kahn & Pedro Nobrega do Clube do Petróleo

No atual panorama mundial, falar em transformação e crescimento é falar da China. O país, com muito mais de um bilhão de habitantes, é um exemplo único de progresso na história, um país que caminha rumo ao topo do cenário geopolítico com uma velocidade surpreendente e aparentemente incontrolável. No entanto, é importante lembrar que toda evolução carrega consigo um custo, e o custo chinês é diretamente proporcional ao tamanho espetacular de seu desenvolvimento. Os sintomas já podem ser observados: falta de água potável para parte da população, poluição atmosférica, demanda energética, espaço cada vez mais limitado para a agropecuária (esgotamento do solo e crescimento das cidades), entre outros. Enquanto o mundo observa com expectativa o fenômeno chinês, o governo (em conjunto com diversas empresas multinacionais) vem tomando atitudes para equilibrar esta situação e impedir uma possível desorganização do país, que poderia até implodir caso continuasse no atual estado de desequilíbrio dos seus recursos naturais.

No caso dos recursos hídricos, o problema é sério por diversos fatores. Em primeiro lugar, a demanda é naturalmente muito alta: a China detêm 7% da água do planeta e mais de 20% da população. Esta não seria uma proporção tão grave se 75% dos seus rios não estivessem poluídos e se o país não contasse com um sistema pouco eficiente de distribuição. Para solucionar o problema, o governo conta especialmente com a otimização desta distribuição e com o tratamento da água poluída, prevendo para isto um orçamento estimado em 125 bilhões de dólares. Somado a isso, o governo ainda deve conviver com a vontade separatista do Tibet, região com reconhecido potencial hídrico.

Importante lembrar que esta questão afeta ainda países vizinhos da China, que por si só já sofrem com graves problemas no setor hídrico. O Cazaquistão, por exemplo, além de ver sua água reduzida pelo mau uso e pela poluição, ainda assiste aos chineses desviarem parte das águas de rios comuns aos dois países, que assim chegam ao seu território bem menos caudalosos. A China talvez fizesse o mesmo com o rio Brahmaputra, que atravessa também a Índia e Bangladesh (países onde menos da metade de sua “superpopulação” consegue ter acesso à água potável com regularidade). Acreditamos que, neste caso, seja a força política do governo indiano que ainda não permitiu a interferência neste importante rio.

A água também consiste em um sério problema para a agricultura. Embora a China conte com um bom número de terras aráveis, não dispõe de água suficiente para investir em todas estas terras. Um pouco por esta razão e um tanto por necessidade, o governo chinês acaba por estimular o estabelecimento de novas cidades em regiões próprias para o cultivo e a pecuária.

Em outro nível de necessidade, a China também sofre com a demanda energética. Em 20 anos, o consumo de petróleo já passou de 2 milhões para mais de 7 milhões de barris por dia, tornando o país o segundo maior consumidor do mundo (atrás somente dos EUA). A produção, em contrapartida, subiu apenas 500 mil barris por dia, com um grande declínio nas suas reservas de petróleo. O país optou por investir pesado no downstream; a maior parte das suas refinarias passa por reformas ou estão sendo completamente trocadas por outras maiores e mais sofisticadas. Um problema antigo da China é a dificuldade para refinar o óleo pesado, o que em breve deve ser superado (representando no futuro uma excelente oportunidade para o Brasil, o qual poderá se tornar um importante exportador de petróleo). Hoje um projeto de 5 bilhões de dólares envolve a construção de uma refinaria chinesa em Guangzhou e que será capaz de refinar 300.000 barris por dia.

Muito mais abundante para os chineses do que o petróleo é o carvão, um recurso do qual a China é, disparada, a maior consumidora (mais de 2 bilhões de toneladas contra 23 milhões do Brasil). O carvão representa cerca de 70% do consumo energético do país e a China apresenta reservas estimadas em mais de 125 bilhões. Com o ritmo de consumo tendendo a crescer ainda mais, o R/P (reserva/produção) do país pode não durar mais do que 50 anos.

Como a pressão ambiental vem crescendo ao mesmo tempo em que as reservas de carvão apontam para esse esgotamento em meio século, a atitude do governo chinês tem sido a de buscar fontes alternativas e, simultaneamente, declarar seu apoio ao projeto de redução de emissões do carbono. O que não se sabe é o quanto o meio ambiente do planeta e a própria China poderão suportar até que o país consiga se desvencilhar desta dependência em relação ao carvão.

A poluição e o caos urbano podem ser bastante agravados com uma tendência que vem há anos se mostrando perigosa. Segundo dados recentes, de 1995 a 2005 a frota de bicicletas na China caiu de 670 milhões para 435 milhões, enfrentando o significativo aumento no número de carros privados (4,2 milhões para 8,9 milhões). Se esta tendência se confirmar – o que parece inevitável com o aumento da renda per capita e com a ocidentalização dos costumes chineses – o aumento no consumo de derivados do petróleo será muito alto e as cidades deverão ser todas completamente replanejadas. Com o custo barato dos carros chineses, é provável que em breve o mercado estrangeiro também se torne um excelente alvo para uma “super-eficiente” indústria automobilística chinesa.

A maior preocupação gerada pelo aumento da frota de carros chinesa é evidentemente causada pela mega população do país. Esta superpopulação leva o governo a agir de maneira discricionária para manter uma baixa taxa de natalidade. O que sustenta este tipo de postura é o medo de que a situação siga, por exemplo, as vias indianas (onde, por razões religiosas, o governo relaxa no controle familiar e depois tem de lidar com problemas crescentes, como o acumulo de lixo, a água poluída e outras complicações resultantes da pobreza).

Uma das maneiras através das quais os chineses vem buscando suprir suas necessidades é procurar soluções dentro do próprio continente. Na Ásia Central encontra-se o já citado Cazaquistão, cujo potencial acesso ao petróleo do Mar Cáspio e as boas reservas de gás natural podem ser fundamentais para os planos chineses. Nessa união interpõe-se dois problemas: em primeiro lugar, os problemas internos que a China enfrenta com os separatistas mulçumanos em suas províncias do noroeste; em segundo lugar, a situação política do próprio Cazaquistão, dividido entre a influência russa e o brilho do mercado consumidor chinês. Fora do continente, a China também nutre expectativas em relação aos países africanos, importando petróleo de países como Angola e Sudão e investindo na agricultura em fazendas de Uganda e Camarões.

Embora as dificuldades se apresentem em uma escala preocupante, a verdade é que o futuro permanece ainda em meio a um nebuloso cenário. Para nós, não há dúvidas de que os chineses terão, como sempre, uma enorme disposição para corrigir os seus problemas. O que não podemos prever é se eles serão tão eficazes a ponto de evitar que estes problemas venham a comprometer seu vertiginoso crescimento econômico.

Mauro Kahn & Pedro Nobrega - Clube do Petróleo - Leia outros artigos e os primeiros desta série acessando o site www.clubedopetroleo.com.br


Alemanha: ditadura pela eficiência

Os habitantes da pequena cidade de Marburg, na Alemanha, foram os primeiros a sentir os efeitos da nova tendência política que se espalha na Europa: a da “ditadura ecológica”. O prefeito “verde” Franz Kahle conseguiu impor suas idéias de uma cidade limpa e de baixo consumo de energia convencional ao obrigar os cidadãos a mudar seu sistema elétrico para solar. A Câmara de Vereadores dessa cidade de 80 mil habitantes aprovou a lei que multa em até 15.000 euros todos aqueles recalcitrantes que não adaptarem os tetos das suas casas para gerar energia fotovoltaica. A lei exige que todas as novas e as recentes construções sejam “edifícios inteligentes” de baixo consumo energético, com reciclagem de lixo, tratamento de esgoto próprio e com reúso de água. Para facilitar a mudança, o município financia a instalação das células solares em até cinco mil euros.

Leia mais: www.eficienciaenergetica.org.br/datarobot/

Fonte: ABESCO – Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia

Políticas Energéticas (Nacional e internacional)

Planejamento Energético

Planejamento energético e algumas dúvidas

Talvez a tarefa mais sujeita a erros no Brasil seja a previsão, para um horizonte de médio e longo prazo, da carga e operação do sistema elétrico. A demanda por energia é afetada por decisões internas e externas, alheias aos desejos dos planejadores. É impossível prever qual será o próximo golpe terrorista ou esquema de pressão dos especuladores. Tudo o que pode afetar alguma economia atinge o Brasil, muitas vezes com violência absolutamente desproporcional ao fato. Alguns agentes podem e atuam com força, merecendo atenção especial. Talvez a entidade melhor preparada para dizer quanto cresceremos seja o Ministério da Fazenda. As políticas econômicas e monetárias influenciam diretamente o desenvolvimento do país. Elas decidem quantos brasileiros terão emprego, trabalho e dignidade. Infelizmente, por mais que o povo queira mudanças, caímos na vala comum dos deserdados onde quem manda é o credor, ou seja, o FMI. No planejamento da operação, se a previsão de carga for melhor (e possível), há como acertar com maior probabilidade de sucesso. Apesar do espaço pequeno de amostragem, nossos rios têm algum padrão, permitindo, graças ao tamanho do país e à integração elétrica e energética, imaginar um desempenho a partir do qual é possível decidir quantos MWhs cada usina deverá contribuir. Há necessidade, contudo, de atenção para mudanças importantes. Durante o último racionamento alguns reservatórios foram à míngua. As reportagens da época mostraram cenários desoladores, com regiões turísticas e produtoras penalizadas com o afundamento do nível das águas. Muita gente saiu prejudicada com a maximização do uso energético das águas. Nesse meio tempo a legislação sobre o uso múltiplo das águas foi aprovada. Criou-se a Agência Nacional de Águas – ANA e, em conseqüência, comitês e agências de bacia devem estar sendo formados. O cidadão comum também descobre o Poder Judiciário e a eficácia do Ministério Público. Alguns projetos poderão afetar o poder de utilização dos rios para a geração de energia elétrica. Ou seja, é mais do que prudente acompanhar meticulosamente a legislação e comportamento dos ribeirinhos, pois o ONS poderá ter surpresas quando quiser operar o sistema em condições limites. A prudência se torna mais e mais importante diante do cenário existente. A mudança de modelo para o Setor Elétrico fatalmente promoverá atrasos no cronograma de obras. Há como neutralizar muitos problemas, até porquê a experiência adquirida nos últimos anos é de altíssimo valor. Transformada em ações positivas, dará tranqüilidade aos brasileiros, ainda que, eventualmente, ao custo de tarifas maiores. Nos seminários Energy Summit e Enercon, realizados logo após a publicação da proposta de mudanças pelo MME, vimos e ouvimos muitos alertas e queixas. A mudança de regras proposta pelo Governo Federal é ousada, precisando de ajustes e um longo caminho legal e regulatório para que a normalidade volte ao Setor. O desafio será chegar a essa situação sem se criar um cenário irreversível de racionamento de energia elétrica. Situação que poderá ser agravada na retomada do crescimento econômico e atuação mais dura da população dependente das águas elétricas. Sabemos que, até por informação da Ministra Dilma Roussef, o Ministério das Minas e Energia carece de recursos humanos suficientes às suas responsabilidades. Nessa situação torna-se importante a mobilização de todos dentro e fora do Governo para uma vigilância técnica e apoio ao MME, todo cuidado será pouco diante do quadro existente. conheça outros artigos do autor na integra em: http://jcarloscascaes.blogspot.com/ João Carlos Cascaes

6.8.2003

Indicadores de sustentabilidade

Produção (energias renováveis e não renováveis)

Hidráulica

Gás Natural

Carvão

Eólica

Solar

Biomassa

Nuclear

Numa época em que se buscam alternativas para a produção de energia elétrica, torna-se importante conhecer a experiência da França no desenvolvimento da tecnologia nuclear e o panorama atual de desenvolvimento dessa alternativa energética no Brasil.

Especialistas franceses e brasileiros, representantes das mais importantes instituições ligadas à energia nuclear apresentarão o panorama e as perspectivas no mundo, na França e no Brasil, incluindo aspectos relativos ao planejamento e à implantação de centrais núcleo-elétricas, além de temas como a segurança, o meio ambiente, os resíduos e a viabilidade econômica.

Data: 4 de outubro de 2006

Local: Auditório II da UNINDUS - Universidade da Indústria - Curitiba - Paraná - Brasil

Centro de Eventos do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná

Avenida Comendador Franco, nº 1.341 (Avenida das Torres), Bairro Jardim Botânico

Horário: das 8:30h às 18:00h

Petróleo

Exploração e Produção no Hemisfério Norte*

Por Mauro Kahn & Pedro Nobrega Em 1956, o geólogo da Shell M. King Hubbert previu durante uma conferência o auge e posterior declínio das reservas americanas a partir do final dos anos 60 e início dos anos 70. Com o passar das décadas, sua teoria comprovou-se na prática e os EUA passaram a temer o fim de suas reservas. Hubbert, no entanto, desconhecia o petróleo do Alasca, estado que hoje é a grande promessa dos EUA em termos de reservas. Embora a quantidade precisa de barris a serem explorados na região seja nebulosa e pouco divulgada por órgãos americanos, é provável que seja o suficiente para manter o nível de produção do país por mais algum bom tempo (os americanos permanecem como os terceiros maiores produtores do mundo). Apenas na National Petroleum Reserve a estimativa é de mais de 10 bilhões de barris. No entanto, alguns obstáculos para que esse petróleo passe de fato a assumir um papel de destaque na produção nacional colocam-se no caminho. O principal deles diz respeito a questões ambientais. Cercada por reservas, a região já sofreu com o grave derramamento da Exxon Valdez em 1989 (até hoje considerado um dos mais traumáticos da História) e com mais um derramamento em 2006 (de menores proporções, mas suficiente para despertar a atenção dos órgãos de proteção ambiental). A pressão vem sendo muito forte por parte dos ambientalistas e – ainda que não impeçam o avanço nos projetos de coligação entre os dutos do Alasca e do Canadá – fazem com que investidores e políticos re-avaliem os benefícios de seguir por este caminho. A pressão recai especialmente sobre os republicanos, acusados de querer aumentar a produção americana a qualquer custo. A escolha da governadora do Alasca Sarah Palin para integrar a chapa de John McCain é um indício das intenções republicanas, embora o atual governo esteja optando por investir no Golfo do México e fortalecer relações com o Canadá. Uma alternativa capitaneada pelos democratas para atenuar a demanda americana concerne o investimento em bioenergia. Por outro lado, apesar da capacidade americana de produzir o etanol a partir do milho, a quantidade de grãos necessária para produzir combustível de qualidade satisfatória é alta, o que leva a um aumento de preços preocupante para os criadores de gado e ativa os protestos de quem clama ser absurdo plantar energia no lugar de comida. O Canadá vive uma situação semelhante ao Alasca em relação à questão ambiental. Extraído do arenito betuminoso, o mais promissor petróleo canadense (com reservas estimadas em 175 bilhões de barris) produz pelo menos cinco vezes mais dióxido de carbono, dentre outros danos relacionados ao ar, ao solo, às florestas e à água (a organização não-governamental Greenpeace posiciona-se como um dos mais ferrenhos adversários deste método de produção do petróleo). O gasto com gás natural também é extremamente alto; vale lembrar que os dispêndios atuais seriam o suficiente para alimentar 3,2 milhões de casas (isto se formos nos basear em dados atuais, desconsiderando o futuro aumento de produção). Outra dificuldade para a extração do petróleo canadense é o custo de produção (o arenito betuminoso é mais caro de refinar e o aproveitamento do material bruto costuma ser menor). Durante muito tempo, devido à falta de tecnologia apropriada, a produção foi barrada por não gerar lucro. Mesmo hoje – quando o custo de extração baixou consideravelmente e o índice de recuperação saltou de 10% para 25% - existe a preocupação com a queda no preço do barril e com os altos investimentos necessários para habilitar uma infraestrutura capaz de suportar a produção em larga escala. O projeto canadense é produzir 4.8 milhões de barris/dia em 2020, o que lhes colocaria entre os 5 maiores produtores de petróleo do mundo. Logisticamente, o Canadá não tem do que reclamar. Próximo de seu principal consumidor, os EUA, o país pode exportar facilmente seu petróleo através do Atlântico para a União Européia e, em um futuro próximo, poderá também transportá-lo até a China (falta ainda uma rede de dutos que leve o petróleo até o Pacífico). Hoje uma das principais discussões que envolvem o petróleo canadense é exatamente acerca do destino desse petróleo: enquanto alguns defendem que o Canadá se torne um exportador praticamente exclusivo dos EUA, apoiando-se na longa e fértil relação entre ambos os países, outros enxergam nas “areias oleosas” uma oportunidade de reforçar a independência econômica do Estado em relação aos vizinhos. Como podemos constatar, o problema do petróleo no Hemisfério Norte – ao contrário da maior parte dos produtores – já não é a disputa com vizinhos ou as dificuldades de transporte (embora tais questões sempre existam). Daqui a algum tempo, com novos avanços tecnológicos, talvez nem mesmo a infraestrutura seja mais tão cara. E então o problema continuará sendo, acima de tudo, a responsabilidade internacional de dois países de primeiro mundo em buscar soluções para atender às suas necessidades e interesses, sempre de grande dimensão, sem causar um grande prejuízo ao planeta.

Mauro Kahn & Pedro Nobrega - Clube do Petróleo - Leia outros artigos e os primeiros desta série acessando o site www.clubedopetroleo.com.br

Hidrogênio

3° Workshop Internacional sobre Células a Combustível – 2006

O 3º Workshop Internacional sobre Células a Combustível - WICaC 2006 visa levar ao público palestras proferidas por especialistas brasileiros e estrangeiros para se verificar o estado da arte de P&D nas áreas de hidrogênio e células a combustível. A conferência abordará as tendências em geração, armazenamento, infra-estrutura de produção e distribuição de hidrogênio para fins energéticos, as tecnologias de produção e aplicação de células a combustível e sistemas baseados nesse dispositivo e a engenharia de produto. O evento também visa a estreitar os laços entre o meio acadêmico, empresas e instituições governamentais que começam a trabalhar em projetos de P&D e aplicações de hidrogênio e células a combustível. Espera-se que o intercâmbio de idéias e os debates gerados no âmbito desse evento possam contribuir de maneira positiva para a efetiva consolidação do Programa de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Economia do Hidrogênio, do Ministério de Ciência e Tecnologia, bem como do Roteiro Brasileiro para a Economia do Hidrogênio, do Ministério de Minas e Energia.

Organização:

Centro Nacional de Referência em Energia do Hidrogênio – CENEH; Laboratório de Hidrogênio – LH2 / UNICAMP. Data de realização do evento: 18 e 19 de outubro de 2006.

Local: Centro de Convenções - Campus da UNICAMP.

Inscrições: http://www.ifi.unicamp.br/ceneh/WICaC2006/WICaC2006_Insc.htm

Outros

Consumo

Transporte

Urbanismo

Calçadas e trabalho A estiagem e o desemprego causados pelo “sucesso econômico” talvez, finalmente, motivem a prefeitura de Curitiba e sua administração a rever o pesadelo denominado “calçadas”. Incrivelmente a capital paranaense tem resistido a inúmeros processos de pressão para mudar padrões e responsabilidades em torno desses malditos passeios. Uma cidade considerada modelo para o mundo ensina errado, dá um tremendo exemplo de desrespeito ao cidadão comum, aquele que anda, que utiliza o transporte coletivo, que não dispõe dos confortos do poder do dinheiro ou da política. O objetivo maior das calçadas não é servir de espaço para orelhões, jardinetes, lugares para plantar árvores ou absorver águas que deveriam encontrar mais espaços para entrar na terra. Fundamentalmente esses lugares em frente às casas e estabelecimentos comerciais ou ainda de terrenos baldios, à espera de melhor momento para serem aproveitados, existem para que possamos caminhar com segurança. É onde senhoras deverão poder empurrar seus carrinhos de bebês ou ainda pessoas dependentes de cadeiras de rodas possam transitar sem dificuldades. Em Curitiba nada disso acontece, exceto onde, por algum milagre, o time do IPPUC resolveu fazer ciclovias ou calçadas com pavimentação dita alternativa, aquelas asfaltadas. Avenidas estruturais, importantíssimas, locais onde nossos motoristas irresponsáveis teimam em usar seus carros em grande velocidade, mostram trechos quase intransitáveis, irregulares, cheios de obstáculos para aqueles que precisam caminhar. Não temos exemplo melhor dessa falta de consciência social do que as avenidas Getúlio Vargas e Iguaçu. No trecho mais a oeste, próximo da avenida Arthur Bernardes, ou simplesmente não têm calçadas ou se mostram como espaços abandonados, sem segurança para os caminhantes. Reurbanizaram a maior parte delas, procuraram torná-las espaços civilizados, abandonaram uma parte delas, criando uma descontinuidade incompreensível e criminosa. E temos o famigerado anti-pó. Bairros com alta densidade populacional obrigam seus moradores a caminhar em espaços dedicados aos veículos motorizados. Felizmente para nossas autoridades nosso povo é tão atrasado ou vive tão mal que suas prioridades são simplesmente sobreviver, procurar algum trabalho e enfrentar a selva urbana, não estimulando ações cívicas que obriguem o prefeito e seus assessores a mudar de lógica. Com facilidade vimos ex-prefeitos defenderem bondes, ônibus de toda espécie e até metrô. Se for para gastar montanhas de dinheiro com projetos caros, ótimo! Fortunas já se dissiparam em projetos que não se realizaram. Com muito dinheiro fizemos até um olho para transformar um local que nasceu para ser escola e que, não servindo para tanto, projeto arquitetônico mal feito, virou museu para as elites verem obras de arte belas e inúteis. Dinheiro para deixar a cidade mais humana e segura faltou, contudo. Afinal, dá voto e mídia simplesmente tornar a cidade melhor para o cidadão mais humilde? Nosso atual prefeito parece querer rever conceitos. Excelente! Baixou o preço das tarifas de ônibus e outras providências a favor do povo devem estar a caminho. Montou uma equipe boa, dela esperamos coisas sensatas. Estamos em crise social, a cidade precisa gerar trabalho para milhares de pessoas, que desesperadamente querem sustentar suas famílias honestamente. Ou seja, temos tudo para criar um enorme programa de reconstrução de calçadas, que distribuirá dinheiro exatamente entre os mais necessitados. Será um projeto para pequenos empreiteiros, para gente humilde. Fazer calçadas é algo que não pode ser automatizado. Exige mão de obra e pequenas ferramentas, areia, cimento e algum tipo de material de construção. Mantê-las, corrigi-las, também, apenas gente trabalhando com pás e picaretas e alguma maquineta que os arquitetos e engenheiros poderão determinar. Simplesmente a Prefeitura precisa assumir e mudar essa lei idiota que estabelece que o proprietário do imóvel é o responsável pela calçada. Isso não funciona nem na Marechal Deodoro, onde donos de lojas ainda não descobriram que belas calçadas atrairiam mais fregueses. Temos esperança que o prefeito Beto Richa promova essa revolução, assim poderá ganhar um belo e justo espaço em nossa visão urbanística.

João Carlos Cascaes conheça outros artigos do autor em: http://planejamentodecuritiba.blogspot.com/


Rodoviárias e a acessibilidade Temos leis garantindo o respeito aos portadores de deficiências. Uma delas, de autoria do deputado César Seleme, determina que os prédios públicos do estado do Paraná tenham garantido a acessibilidade ao portador de deficiências. Isso acontece? O transporte interurbano é um dos recursos essenciais à nossa vida regular, importante para qualquer cidadão. Principalmente aqueles que moram em locais distantes, a possibilidade de viajar, de chegar a um centro urbano maior onde terá assistência médica e outras necessárias à sua sobrevivência é algo fundamental à sua vida. Viajando pelo interior do Paraná vemos todo tipo de estação rodoviária. Algumas realmente são mal projetadas, mal mantidas e operadas. São instalações importantes, mas que, talvez por atenderem basicamente gente humilde, não cativam nossas autoridades. Com algumas exceções percebe-se nitidamente que o desleixo é a regra, mais ainda quando lembramos as dificuldades que muitas pessoas têm de se locomover, problemas que a idade, acidentes, doenças etc criaram. Pior ainda são os ônibus. De modo geral não oferecem condições de acesso digno. Como um cadeirante consegue entrar e sair de um ônibus do transporte interestadual ou entre cidades do estado do Paraná? Nosso país é digno das comédias e tragédias que desde os tempos gregos vêm ilustrando o comportamento humano. Temos estatutos, leis e muito discurso, mas vemos o desrespeito ao cidadão comum em todos os detalhes da vida cotidiana. Das calçadas aos ônibus, o desprezo é total. O indivíduo só começa a ser visto quando se torna dono de algum automóvel, a partir daí vemos os cuidados dos prefeitos e demais autoridades, sempre zelando pela qualidade e segurança das ruas e estradas... Falando dos ônibus, há como torná-los melhores e mais confortáveis aos seus usuários. Com certeza enfrentam a concorrência do transporte aeroviário, mais ainda quando as promoções afundam as tarifas. Neste cenário os empresários poderiam se unir para corrigir seus veículos e fazer dos pontos de parada, inclusive e principalmente as rodoviárias, locais de maior qualidade. É difícil de entender a omissão desses empresários, pois sabemos que lutam para competir com outras modalidades de transporte. Temos, naturalmente, como diretriz de competição a redução de custos, poderia ser maior a ênfase na qualidade, na disputa pelo melhor serviço. A acessibilidade é um problema não apenas para aqueles que visualmente demonstram dificuldades de locomoção. Muitas pessoas, principalmente as idosas, sentem em suas articulações a agilidade perdida e a necessidade de equipamentos mais funcionais. É um espaço de criatividade que nossos projetistas e arquitetos raramente dão atenção. Parte-se do princípio de que todos estão no uso pleno de suas capacidades físicas e mentais e usam-se exemplos ruins, como podemos ver em abundância na nossa capital federal, e daí fica prevalecendo a estética em detrimento da segurança e necessidades elementares dos brasileiros. O estado do Paraná prima pelas suas posições a favor do cidadão. Aqui temos instituições, ONGs e outras formas de apoio aos portadores de deficiências. Nossas cidades são vistas como exemplo de urbanismo. Tudo isso aumenta a responsabilidade dos nossos políticos e empresários. O que precisa ser feito para consolidar essa imagem de cidadania? Com certeza o transporte interurbano é um recurso que atende um direito básico estabelecido em nossa constituição federal. O direito de ir e vir é firmado como uma condição de liberdade, fundamental a qualquer cidadão. Para que isso aconteça, contudo, precisamos aprimorar nossos sistemas de transporte coletivo. No deslocamento individual, para quem pode, há sempre alguma maneira de se fazer as coisas se o indivíduo tiver dinheiro, já quando se depende do governo, de concessionárias, as coisas se complicam diante de outras prioridades, nem sempre sensatas e justas. Vale o desafio ao Ministério Público, qual é a real obrigação dos administradores públicos em relação às leis já aprovadas e relativas aos portadores de deficiências?

João Carlos Cascaes 26.4.2006 Veja: http://br.youtube.com/view_play_list?p=6C7FB2EDE58ED258

Conservação e Eficiência Energética

  • Incluir aqui o conceito de EMERGIA (Prof. da UNICAMP)

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

Estruturação da Indústria de Fornecedores

 
portug\um_mundo_sustentavel\energia\energia.txt · Modificado em: 2009/05/30 12:40
 
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