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A empresa paulista produtos de couro, Couroecol, desenvolveu um processo que permite utilizar o resíduo de couro na fabricação de blocos com melhor isolamento térmico e que podem substituir os blocos convencionais na construção civil, disse à Revista Sustentabilidade, Emar Garcia Junior, dono da empresa.
"Fiz um curso de curtume que me abriu a cabeça [para o problema dos resíduos]", lembrou empresário e arquiteto. "Aí comecei a pesquisar maneiras de aproveitar o resíduo".
Segundo Garcia Júnior, só a cidade de Franca, onde encontra-se um dos maiores pólo calçadista do país, são destinados ao aterro industrial local cerca de 100 toneladas por dia de aparas e outros resíduos de couro descartados na fabricação de calçados. Este material contém 17 tipos de diferentes de produtos químicos usados para processar o couro cru e que são destinados a aterros. A maioria destes aditivos são nocivos ao meio ambiente e à saúde.
O chorume dos aterros que recebem os resíduos da industria calçadista e dos curtumes, portanto, carregam estes produtos químicos. Acidentes podem acontecer. Em outubro de 2006, o rio dos Sinos no Rio Grande do Sul, local onde se concentra os cortumes gaúchos, foi contaminado pelo chorume dos aterros da região, provocando a mortandade de 86 toneladas de peixes.Segundo dados da Cetesb de 2005, cada tonelada de couro processado resulta em 2,4 tonladas de resíduos,
O processo desenvolvido pela Couroecol, e que foi desenvolvido com recursos próprios, consiste no trituramento de resíduos da industria e adição de um aglutinante, que neste caso é feito a base de água e não poluente. O aglutinante já foi patenteado pela empresa. O couro vem das aparas e resíduos oriundos da fabricação de calçados, maior parte de Franca, cidade onde se concentra grande parte da indústria calçadista de São Paulo.
A massa resultado deste processo é transferida para moldes, prensada e transferida para o processo de secagem, conhecido como cura.
Na prensagem convencional a água contida na massa é retirada pela alta pressão, carregando produtos químicos utilizados no processo de fabricação do couro, entre eles o cromo, o enxofre e o alumínio.
"No nosso processo, paramos de prensar antes de começar a sair água", informou Garcia Junior explicando que o processo visa manter alguns dos químicos, como o cromo, que dão durabilidade ao bloco. "O cromo torna o couro eterno, se você enterrar um sapato ele dura pra sempre".
Outra diferença do processo convencional de fabricação de blocos de concreto é a secagem natural ao ar livre, o que evita a emissão de gases que ocorre na secagem industrial em fornos. O tempo de secagem dos blocos é em média sete dias, o mesmo tempo requerido na secagem dos blocos de concreto.
Segundo Garcia Junior os blocos da Couroecol são até 50% mais leves que os blocos de concreto e são isolantes térmicos e tem eficiência de 40% no isolamento acústico.
O produto tem alta durabilidade, característica adquirida com a adição de cromo ao couro pelos curtumes, disse Garcia Júnior.
Segundo ele, ao utilizar os blocos de resíduos, o custo nas obras diminuirá pois não será necessário fazer os acabamentos convencionais, as paredes podem receber apenas uma camada de massa acrílica para impermeabiliza-las.
O valor do bloco feito a partir de resíduos é o mesmo valor do bloco de concreto, ou seja cerca de R$1. Garcia Júnior disse que para cada bloco de 2,3 kg são necessários 2,3 kg de resíduos para produzi-lo, conclui Garcia Junior.
A Courecol começou a porduzir os blocas há um ano e meio e, por meio de uma parceria, deve fornecer os blocos de couro para construir um refeitório de uma curtidora em Franca..
A exportação de couro brasileira alcançou em 2008 o faturamento de US$ 1,88 bilhões. Os maiores estados exportadores do material são São Paulo e Rio Grande do Sul que respondem por 30 e 27% respectivamente do faturamento.
A indústria de couro em si também gera um grande volume de respiduos, efluentes líquidos e poluentes gasosos. Segundo dados da Cetesb de 2005, cada tonelada de couro processado resulta em 2,4 tonladas de resíduo sólido, 120 metros cúbicos de efluentes líquidos e 160 quilos de poluentes atmosféricos, em média.
Os proximos passos são obter certificações que comprovem que o produto final é limpo e buscar uma forma de gerar créditos de carbono com o processo, disse Garcia de Souza.
"As minhas expectativas são as melhores pois o déifict habitacional é alto e eu ofereço um produto com menor custo", disse.
Fonte: Revista Sustentabilidade
O Brasil possui um dos mais eficientes ciclos de reciclagem de alumínio do mundo. De acordo com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal), o índice supera os 35% ante cerca de 29% da média mundial. Segundo o consultor de Marketing da Alcoa, Eduardo Lima, vem crescendo ano-a-ano no mundo o uso de alumínio primário reciclado em relação ao metal primário, passando de 17% em 1960 para 33% em 2004. A estimativa para 2020 é a de que o porcentual pule para 40%.
Lima explica que o alumínio pode ser reprocessado sem a perda de suas propriedades físico-químicas. Além de reduzir o impacto no meio ambiente, com menor pressão por matéria-prima, a reciclagem, afirma o representante da Alcoa, contribui para a economia de energia. "Para se produzir alumínio reciclado utiliza-se apenas 5% da energia necessária para fabricar o produto primário e, para cada quilo do produto reutilizado, quatro quilos de bauxita (minério usado na produção de alumínio) são poupados", diz Lima.
Desde 1888, quando foi iniciada a produção em escala, cerca de 800 milhões de toneladas de alumínio primário foram industrializadas. Desse total, 75% (600 milhões de toneladas) estão em uso e podem ser reciclados, segundo Lima.
Em Juriti, no Pará, onde está instalando um projeto para a produção de alumínio, a Alcoa pretende criar um fundo no valor estimado de R$ 60 milhões para proteger e viabilizar o funcionamento das unidades de conservação na região, onde está o Parque Nacional da Amazônia. Confira a seguir a íntegra da entrevista concedida ao Sustentabilidade pelo consultor de Marketing da Alcoa:
Sustentabilidade - Quanto do alumínio extraído da natureza no mundo desde 1888 continua sendo reutilizado? - Segundo o Instituto Internacional de Alumínio, desde 1888, quando esse metal passou a ser produzido em escala industrial, já foram produzidas aproximadamente 800 milhões de toneladas de alumínio primário. Desse volume, aproximadamente 75% do total, ou seja, 600 milhões de toneladas ainda estão em uso, portanto com potencial para serem recicladas. A reutilização do alumínio aponta para a sustentabilidade da indústria no setor, sob aspectos econômicos, ambientais e também sociais, uma vez que contribui para o desenvolvimento (geração de impostos e renda) e redução do consumo de energia elétrica, entre muitos outros benefícios.
Eduardo Lima
Sustentabilidade - Como está desenvolvida a rede de reciclagem no mundo? Onde está mais avançada e em que pode ser melhorada? - O desenvolvimento da reciclagem varia muito de um país para outro. De forma geral, os países mais desenvolvidos consomem grandes quantidades de sucata, mas nem sempre a relação entre a sucata gerada e a reciclada é alta. Como exemplo, tem-se o caso de sucatas de latas nos Estados Unidos, onde apenas cerca de 50% do total de sucata deste tipo é coletada e reciclada. O Brasil aproveita isso muito bem - detém um dos mais eficientes ciclos de reciclagem de alumínio do mundo, com uma alta relação entre sucata recuperada e consumo doméstico. Segundo a Abal, o índice é de 35,3% (dado de 2007), ante a média mundial de 29,3%. Na reciclagem de latas de para bebidas, o País se mantém, há sete anos, na liderança mundial - em 2006 registrou índice de 94,4% de reaproveitamento e em 2007 de 96,5%.
Lima
Globalmente, a participação do uso de alumínio reciclado em relação ao uso de alumínio primário vem crescendo ano-a-ano. Passou de 17% em 1960 para 33% em 2004. Espera-se que esse número cresça para 40% em 2020. O setor de transportes, desde os anos 80, é o principal provedor de alumínio reciclado, fabricado a partir de sucata de produtos de vida útil esgotada, seguido pelas embalagens, com destaque para as latas de bebidas, máquinas, cabos, produtos de alumínio utilizados pela construção civil, sendo que esses passaram a ter maior representatividade no século 21, dado o longo tempo de vida útil (dezenas de anos).
Sustentabilidade - Você diria que alumínio é um metal sustentável? - Ele não é o único que pode ser reciclado sem perder suas propriedades físico-químicas. Outros, como ferro e magnésio, também são. Mas, quando falamos de um metal ou mesmo se qualquer material é sustentável, precisamos analisar toda a cadeia de valor sob as óticas econômica, social e ambiental.
Lima
O alumínio é o material mais lembrado quando se fala em reciclagem, pois além de suas propriedades, que permitem que ele seja reutilizado inúmeras vezes sem perder suas características, também é um metal bastante presente em nosso dia-a-dia . Além disso, o valor por quilo de sucata gera mais interesse pelas pessoas relacionadas na sua coleta, etapa fundamental para a reciclagem. Vale lembrar que a coleta não é feita apenas por catadores de rua, mas também por muitas escolas, condomínio, clubes, depósitos etc.
O material pode ser reciclado a partir de sucatas de produtos que não possuem mais vida útil ou de sobras do processo produtivo. Latas de refrigerante, utensílios domésticos, esquadrias de portas e janelas, componentes de fabricação automotiva e muitos outros podem ser reutilizados e empregados na obtenção de produtos novos.
Por meio de programas de educação ambiental, é possível estimular a consciência ecológica e incentivar a reciclagem, favorecendo a redução de lixo gerado. A indústria do alumínio tem o compromisso de proteger o ambiente, obedecer as leis e regulamentos e se antecipar às suas exigências, obtendo eficiência máxima no uso das matérias-primas e eliminando os impactos que possam resultar de operações do setor.
Além de reduzir os impactos no meio ambiente, a reciclagem contribui para a economia de energia, sendo que, para produzir alumínio reciclado, se utiliza apenas 5% da energia necessária para fabricar o produto primário. Devido ao seu valor de mercado, a sucata de alumínio se tornou uma oportunidade para milhares de famílias brasileiras que participam desde a coleta até a transformação final do material. A cada quilo de alumínio reciclado, quatro quilos de bauxita (minério utilizado para a produção do alumínio) são poupados.
Sustentabilidade - Quais as perspectivas para o metal? - Mesmo após pouco mais de 120 anos de produção comercial, o alumínio mostra um potencial enorme de crescimento. Os motivos desse otimismo são inerentes às características do metal, ou seja, sua reciclabilidade, sua leveza, sua capacidade de moldagem. Os ciclos econômicos mundiais podem interromper por um ou outro ano a tendência de crescimento, mas ela é irreversível.
Lima
Sustentabilidade - Como vem evoluindo a demanda pelo produto? - Em 1970, havia 90 milhões de toneladas de alumínio em uso. Projeções do Instituto Internacional do Alumínio, instituição sediada na Inglaterra, indicam que esse valor deva aumentar dez vezes até 2020, chegando a 900 milhões de toneladas. A demanda por alumínio é destinada principalmente para metais primários e sucata, sendo que em média 67% são de alumínio primário e 33% de sucata. Esse índice de uso de sucata deve crescer frente ao primário.
Lima
Sustentabilidade - Quais são os produtos mais demandados na produção de alumínio? - Entre outros insumos, destacam-se a alumina calcinada, coque e piche. No caso da utilização de energia, no Brasil, a Alcoa, por meio de sua participação em consórcios como Barra Grande e Machadinho, ambos localizados na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, assegura 38% do fornecimento para suas operações. A companhia também possui participação nos consórcios das hidrelétricas em construção de Estreito, na divisa do Tocantins e Maranhão, e Serra do Facão, entre os Estados de Goiás e Minas Gerais.
Lima
Entre as metas estratégicas de sustentabilidade, a Alcoa inclui a redução do consumo de água, tendo obtido na operação brasileira uma redução de 34%, desde 2000. As unidades de produtos primários em Poços de Caldas (MG) e em São Luis (MA), que fazem o refino da bauxita para a produção de alumina e a produção do alumínio, apresentaram as maiores reduções de consumo. Elas realizam ações como adequação e diminuição do uso de água em torres de resfriamento e caldeiras, bem como a conscientização dos colaboradores.
A unidade de Poços mantém o Projeto Descarga Zero, que permite o reaproveitamento de todo o efluente líquido e da água de chuva. Quando totalmente operante, o projeto permitirá que a fábrica interrompa a captação de água do rio que atualmente a abastece.
Sustentabilidade - Qual a tendência dos preços do alumínio? - Os resultados da indústria do alumínio estão atrelados aos preços internacionais, que são cotados pela Bolsa de Metais de Londres. Como esses preços subitamente caíram a níveis muito baixos desde o final do ano passado, é de se prever que se recuperarão gradualmente nos próximos meses.
Lima
Sustentabilidade - Como a Alcoa trata as áreas de exploração e de seu entorno, durante e após o tempo de vida útil do sítio? - A Alcoa atua por meio das melhores práticas de recuperação de áreas mineradas de bauxita. Em Poços de Caldas, por exemplo, onde está presente há 44 anos, foi implementado um sistema de reabilitação que é referência mundial, tendo sido reconhecido duas vezes pelo Prêmio de Excelência Ambiental, em 1993 e em 1999, concedido pela Alcoa Inc. A reabilitação de áreas mineradas no País é comum na Alcoa, mesmo antes da Constituição de 1988, que estabeleceu a obrigatoriedade da prática pelas empresas de mineração.
Lima
Em Juruti, onde a Alcoa está instalando a unidade de mineração, as áreas recuperadas seguirão as mesmas práticas de excelência adotadas pela empresa no mundo.
Projetos de mineração de bauxita nessa região podem, à primeira vista, parecer uma fenomenal contribuição à extinção desse bioma, mas quem atentar para as técnicas de supressão vegetal, recuperação de fauna e flora e reabilitação das áreas mineradas com árvores de espécies nativas - atividades desenvolvidas e praticadas há décadas pela Alcoa - encontrará exemplos de grande sucesso e baixo risco ambiental. Áreas mineradas e reabilitadas ao longo dos anos, com vegetação nativa, recuperaram de maneira bastante satisfatória a biodiversidade temporariamente suprimida.
Temos muitos exemplos nesse sentido. Em Poços de Caldas, São Luís e Tubarão (SC), onde a Alcoa tem fábricas, a empresa possui parques ambientais, visando a preservação da natureza. Esses parques promovem atividades como palestras, oficinas de educação ambiental para crianças, desenvolvimento de projetos com universidades e passeios em trilhas, além da preservação de espécies nativas.
Em Juruti, no Pará, a Alcoa valoriza e incentiva outros projetos ambientais importantes. Um deles é o Programa de Apoio à Conservação da Biodiversidade da Amazônia, lançado em 2007. Conduzido pela organização ambientalista Conservação Internacional, pela Alcoa Foundation e pela Alcoa no Brasil, o programa terá a duração de cinco anos e receberá R$ 2 milhões das instituições parceiras. O objetivo principal é colaborar com a implementação das unidades de conservação nesta região, estratégia indicada como sendo a mais eficiente para proteger a biodiversidade e conter o desmatamento em áreas de grande dinâmica social e econômica, segundo muitos estudos de referência.
O programa está aberto a contribuições de outras instituições. Pretende-se, até 2012, criar um fundo no valor estimado de R$ 60 milhões para proteger e viabilizar o funcionamento das unidades de conservação na região, onde está o Parque Nacional da Amazônia, que também recebeu investimentos por meio desse programa. A conservação dos recursos naturais, da biodiversidade e a gestão ambiental de resíduos, efluentes e emissões são dois temas estratégicos para a companhia e estão em constante evolução, demonstrando o compromisso da empresa com as atuais e futuras gerações.
Fonte: http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/interna/0,,OI3886340-EI10411,00.html
Cada vez mais as pessoas ficam estimuladas a contribuir para a preservação ambiental, mas muitas vezes não sabem o que fazer. Então aí vai uma dica: que tal começar pela reciclagem? Leia mais
Fonte: Banco Real
Ambiental Santos
Ainda somos a única empresa do Brasil, no ramo de reciclagem de óleos e gorduras vegetais, preocupada com os seus efluentes. Nenhuma outra no país trata a água usada antes de jogar ela diretamente no meio ambiente.
Além de tratar a água em nossa ETE – Estação de Tratamento de Efluentes, pelos processos físico/químico e microbiológico, nós reutilizamos totalmente a água tratada em nossos processos, isto é, não temos descarte de efluente.
Sendo a água um recurso natural tão nobre, seria um enorme desperdício jogá-la fora.
Além da grande quantidade de água emulgada (“misturada”) ao resíduo de óleo que nós recebemos e tratamos, todas as bombonas e embalagens recebidas com o resíduo de óleo são devidamente lavadas, para que possamos devolvê-las aos nossos clientes ou encaminhá-las para a reciclagem.
Por dentro as bombonas são higienizadas e esterilizadas com vapor e por fora são lavadas uma a uma respeitando um rigoroso controle de qualidade.
Para repor a grande quantidade de água que perdemos por evaporação, não desperdiçamos a água tratada da Sanepar em nossos processos. Usamos água de chuva que fica armazenada em uma cisterna de 50.000 litros e até nos períodos de maior estiagem temos suprimento de água sempre disponível.
Hoje, nossa ETE tem capacidade para o tratamento de 8.000 litros de água por dia. Contudo, prevendo nosso aumento de demanda iniciamos, na segunda quinzena de maio de 2008, a instalação de nossa nova ETE que vai passar a tratar até 60.000 litros de água por dia.
Esse volume diário de efluente é igual ao volume de esgoto gerado por aproximadamente 400 pessoas, ou o volume de água que uma pessoa utiliza para consumo próprio em 10 meses.
Visite o site: www.ambientalsantos.com.br
O que fazer com meus resíduos?A Escola Maria Ruth Junqueira oferece curso profissionalizante gratuíto de jardinagem. O curso é o único da cidade de Curitiba e região metropolitana e está prestes a ser cancelado pela falta de alunos. Abaixo seguem os dados do curso para os interessados. Por favor, divulguem!
O curso dura 6 semanas e tem aulas diariamente das 13:30 as 17:30h. A próxima turma iniciará no dia 08/02 e as inscrições podem ser feitas a partir do dia 27/01, quando a escola volta do recesso de férias. O curso não tem pré-requisito e ao final há um certitificado de profissionalizaçã o.
O curso é ministrado na unidade da Av. das Torres, atrás do Big. AS inscrições podem ser feitas na Rua Augusto Stelfeld, 365. Telefone 3223-6171.
Se precisarem de mais informações, favor entrar em contato com a instrutora pelo e-mail giselakoloda@ hotmail.com
Aula Assunto
01 Introdução, Conhecendo a escola.
02 Seqüência de trabalhos no jardim.
03 Segurança no trabalho de jardinagem.
04 Materiais e ferramentas para jardinagem.
05 Morfologia das plantas.
06 O solo.
07 Propagação de plantas.
08 Visita ao horto municipal (com relatório).
09 Plantas daninhas.
10 Plantio de transplante.
11 Noções de botânica.
12 Classificação de plantas.
13 Vasos.
14 Podas.
15 Visita a floricultura (com relatório).
16 Cores no jardim.
17 Leitura de projetos.
18 Compostagem.
19 Gramados.
20 Orçamentos.
21 Parquet’s.
22 Estilos de jardins.
23 Materiais complementares utilizados na jardinagem.
24 Insetos e doenças – receitas.
25 Plantas tóxicas.
26 Plantas comestíveis.
27 Horta, pomar e jardins de ervas aromáticas
38 Tintas naturais
Integração de sistemas é o novo desafio da sustentabilidade
Por Ulisses A. Nenê, para a Ecoagência
Um público muito atento ouviu o engenheiro escocês Michael Shaw relatar,
nesta terça-feira (02), que visitou há pouco a China, onde uma prefeitura
pediu-lhe ajuda para transformar a cidade na "mais verde" do país; já na
Escócia, onde vive, acaba de ser aprovado um grande fundo para as as cidades
que estão adotando politicas sustentáveis frente aos novos tempos de
aquecimento global, as chamadas "cidades de transição"; e Porto Alegre, a
cidade do mundialmente famoso José Lutzenberger, citado por ele, promove uma
Semana do Meio Ambiente em que é chamado para falar da sustentabilidade.
Não são fatos isolados, comentou, configuram isto sim um momento crucial no
mundo, em que as mudanças climaticas e a crise energética pressionam por
saídas urgentes e fazem emergir um cultura da sustentabilidade. "O pico (do
uso) do petróleo está nos levando a uma cultura da sustentabilidade, a uma
necessidade da sustentabilidade, na energia, na produção de comida, nos
transportes, na forma como lidamos com nossos resíduos, e é importante que
tudo isso seja integrado num sistema único", afirmou.
Shaw é diretor do The Ecovillage Institute, um centro internacional de
engenharia e designer ecológico com sede na Findhorm Ecovillage – a mais
famosa ecovila do mundo –, na Escócia, onde vive há 15 anos. "Este é um
momento de transição e o desafio é sermos propositivos, não há mais tempo
para ficarmos presos a velhas fórmulas. Nos próximos 30 anos teremos de
diminuir 55% a emissão de gás carbônico, hoje se emite três toneladas/ano
por pessoa, principalmente na América do Norte e EStados Unidos", destacou.
"Como fazer isso? Com cortes no uso de energia, menos uso de combustíveis
fósseis, baixa produção de carbono", respondeu. "Precisamos, então, pensar e
planejar para a sustseantbilidade", acrescentou, observando que seis graus a
mais na temperatura global já fariam desaparecer debaixo dágua Porto Alegre
e o lugar onde ele mora.
Tratamento Natural de Água e Esgoto
A seguir, apresntou o que é a sua grande especialidade, o tratamento
natural/sustentável de água e esgotos, apenas com recursos biológicos, sem
nada de produtos químicos, como as plantas com raízes onde se multiplicam
bactérias que retiram os poluentes da água, microorganismos diversos,
pequenos peixes e brita.
Projetos assim ele já implantou nos EStados Unidos, Ìndia, China, países da
Euroopa e numa grande fábrica de alimentos para animais em São Paulo. Tudo a
um custo de investimento bem menor, com menos ou até nenhum consunmo de
energia, sem cheiro (!) e de manutenção mais fácil que as convencionais
lagoas de decantação, onde são empregadas grandes quantidades de substâncias
químicas, com alto consumo de energia e funcionamento complicado.
O investimento e o custo de manutenção variam conforme a disponibiliidae de
terra e o tipo de poluição da água. Existem então dois sistemas básicos de
tratamento sustentável, explicou, um para regiões com bastante terra
disponível e outro para áreas menores, como dentro de cidades, onde os
sistemas precisam ser compactos. Onde há bastante terra, como em
praticamente todas as cidades do o Brasil, a engenharia é muito simples,
pode-se usar áreas alagadas, com a construção de uma "piscina", a um custo
muito baixo para o tratamento da água e do esgoto.
À medida que os sistemas ficam menores, mais compactos, por falta de áreas
disponíveis, onde a terra é cara, é preciso uma outra técnica, mas nunca
mais cara que as tradicionais, assinala. "Não há custo de produtos químicos,
a geração de lodo é muito pequena, o que torna a manutenção muito simples, e
ainda tem uma beleza, são sistemas muito bonitos (por causas das plantas)",
explica. "Se a terra custar menos de um milhão de dólares o hectare (isso
mesmo, um milhão de dólares) o sistema natural sempre vai ser mais barato",
garantiu.
E pode funcionar no meio de uma cidade, de um bairro, pois não exala mau
cheiro algum, já que as bactérias são aeróbicas – usam oxigênio para se
multiplicar. Na fábrica de Mogi Mirim, por exemplo, o sistema natural
funciona há nove anos com um grau de eficiência de 99,98% na taxa de
retirada de poluentes. Num hospital de Anantapur, na Índia, que faz
tratamento de portadores de HIV, usando brita e plantas escolhidas para o
ambiente local, a água sai totamente limpa e sem a presença do vírus, tanto
que é usada na irrigaçãode plantações.
Despoluição de Rios na China
Na China, em Fizhon, uma cidade industrial, um rio está sendo despoluído e
outro será despoluído no país em breve com os mesmos principios sustentáveis
de engenharia e design. Nos vários canais onde mais de um milhão de
habitantes despejam seus dejetos, foram instaladas umas espécies de ilhas
flutuantes, com as plantas grudadas a filmes submersos e em cujas raízes se
multiplicam as bactérias, que fazem a limpeza da água.
Elas são aeróbicas (utilizam oxigênio, por isso não exalam cheiro) e recebem
o oxigênio através de aeradores embaixo dágua, que assim não fazem barulho
bombeiam o ar da superfície. Como são flutuantes, as "ilhas" sobem ou descem
conforme o volume do canal. O custo, no caso, é de 50 mil dólares, R$ 75,00
a R$ 80,00 por pessoa. e cerca de um Kilowat/hora de consumo de energia. Há
canais muito semelhantes no RJ, SP e Porto Alegre que poderiam receber
sistemas semelhantes, assinalou.
À pergunta de um representante do Sindicato da Indústria da Construção Civl
(Sinduscon), ele acrescentou que é possível um tratamento descentralizado de
esgotos em prédios e condomínios de 200 a 300 pessoas, de até 20 andares, em
sistemas pequenos de 600 metros quadrados, que poderiam ser integrados como
parte dos próprios prédios, cuja água resultante poderia ser usada nas
descargas, jardins, lavagem de carros e outras utilidades, menos higiene
pessoal e cozinha. "É muito fácil reciclar para as descargas", informou.
Outro exemplo bastante detalhado por Shaw é o de Harlow North, uma cidade
totalmente planejada e totalmente sustentável, que será construída nos
próximos anos com financiamento da British Petroleum, inicialmente para 25
mil habitantes e projeção para chegar a 65 mil. Ali deverá acontecer a
integração total dos sistemas sustentáveis, energia, água, esgotos, produção
de alimentos, manejo de resíduos, que é o novo desafio dos desenhos de
sustentabilidade, conforme repetiu nas entrevistas que concedeu. Como a
disponibilidade de água no local é de 50 litros/dia por pessoa – a média
normal seria 200 litros – até mesmo as estradas serão construiídas de forma
a reaproveitar a água da chuva. "É um grande desafio levando em conta o
tamanho da cidade, visando o uso mínimo de energia, água, dos recursos para
tratar os dejetos e assim por diante. Nas tecnologias não há nada de novo, o
nosso desafio é colocar tudo junto", explicou.
Michael Shaw foi trazido a Porto Alegre pelo diretor do Centro de Referência
em Integração e Sustentabilidade (CRIS), engenheiro Jorge Geras, a convite
da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), para ser o palestrante de
abertura oficial da Semana do Meio Ambiente, no auditório do Colégio
Militar. O prefeito José Fogaça discursou exaltando a importância do evento
e do convidado e depois se retirou para outro compromisso. Michael e Geras
tinham reunião agendada com a equipe técnica do Departametno Municipal de
Água e Esgotos (Dmae) no início da tarde, que foi cancelada sem maiores
explicações.
(Envolverde/Ecoagência)