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Os recursos ambientais desempenham funções econômicas, entendidas estas como qualquer serviço que contribua para a melhoria do bem-estar, do padrão de vida e para o desenvolvimento econômico e social.
A sustentabilidade está associada à idéia de estabilidade, de permanência no tempo, de durabilidade.
Segundo Maurice Strong: “O desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades.” Esta definição foi criada pela Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, que produziu um relatório chamado “Nosso futuro comum”, também conhecido como Relatório Burdtland (COMISSÃO BRUNDTLAND, 1991, p. 46).
Todas as nações devem visar um tipo de desenvolvimento que integre a produção com a conservação e ampliação dos recursos, e que vincule aos objetivos de dar a todos uma base adequada de subsistência e um acesso eqüitativo aos recursos. O conceito de desenvolvimento sustentável fornece uma estrutura para a integração de políticas ambientais e estratégias de desenvolvimento.
Prevenção: menor custo a degradação/poluição
Precaução: avaliação prévia dos impactos
Participação: envolvimento da comunidade
Proatividade: prevenção de problemas
Compensação: melhoria ampla em outra área
Compromisso melhoria continua: meta modesta
Poluidor pagador: arcar com os custos de remediar
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SCRIPTA NOVA-Revista Eletrônica - Relação entre o Mundo do Trabalho e o Meio Ambiente: Limites para o desenvolvimento sustentável (Artigo do Prof. Flávio Tayra – Doutor em ciências sociais pela PUC/SP).
O Mercado de Trabalho deve ser repensado sob a ótica dos riscos aos ideais de crescimento social sustentável. Esses riscos derivam da crescente demanda de grandes volumes de recursos naturais para geração de novos empregos, baseados predominantemente no crescimento da atividade econômica industrial. O objetivo desse painel é ser um fórum de debates com ampla participação social, a fim de conscientizar e comprometer todos os agentes sociais envolvidos no processo de crescimento sustentável. Para tanto propõe-se a mobilizar esforços no intuito de analisar o mercado de trabalho formal e informal e apontar novas diretrizes para as políticas de geração de emprego e propor ações de amparo ao trabalhador. Será dada ênfase ás análises estatísticas da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), e do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (CAGED) cujas possibilidades inicialmente vislumbradas são: a identificação dos nichos de atividades em expansão, reconhecimento e segmentação por perfil sócio cultural dos que estão ingressando no mundo do trabalho formal, distribuição geográfica dos novos vínculos criados, migração setorial, geográfica e ocupacional do contingente de trabalhadores incluídos e excluídos do mercado formal de trabalho, entre outras.
1- Modelo de Forrageamento ótimo
2- O manejo “comum” de recursos
1- Necessidade de valoração
2- Valor de uso, de existencia e de opção
3- Curva de demanda
O lado político da ecologia (poder e estrutura); relações sociais, formas sociais de apropriação e uso desses recursos e do meio ambiente.
O modelo tradicional de desenvolvimento escolhido pela sociedade é orientado fundamentalmente por indicadores econômicos. Tal modelo produtivo considera o impacto socioambiental, tanto da extração de insumos como do lançamento dos resíduos como “externalidades”, ou seja, custos marginais desconsiderados pelo processo produtivo. A incorporação destes custos aos balanços financeiros e econômicos resulta no que tem sido chamado de “Ecoeconomia” e que acaba influenciando a viabilidade dos investimentos. Contudo, o desenvolvimento sustentável exige muito mais que a mera incorporação dos custos das externalidades econômicas. Exige alteração da lógica do desenvolvimento que deve incorporar as cinco dimensões do desenvolvimento sustentável defendidas por Ignacy Sachs: econômica, social, ambiental, cultural e espacial (SACHS in OLIVEIRA & SOUZA-LIMA, 2006, 22).