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Ciência, Tecnologia e Inovação para a Sustentabilidade

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A Agenda 21 brasileira alerta para a complexidade relacionada à construção da sustentabilidade e aponta para três fatores como sendo os principais obstáculos: a concentração de renda, o sistema educacional e as políticas de ciência e tecnologia existentes. A deficiência de produtos e tecnologias inovadores de um país em desenvolvimento, que o impedem de ter um diferencial de concorrência e produtividade, implica em inferioridade competitiva nos mercados nacional e internacional. Nesta situação, para poder ser competitivo, o país adota medidas de compensação como baixo preço de mão-de-obra e exploração dos recursos naturais que reduzem a qualidade e as condições de vida, caracterizando-se como um potencial competitivo ilusório.

Bursztyn afirma que se o liberalismo fundamenta-se numa competitividade injusta que obriga o estabelecimento de políticas públicas compensatórias para a sobrevivência num mercado global que favorece a degradação das condições internas de sustentabilidade (produção em longo prazo) de países em desenvolvimento, há algo nessa lógica que não é assim tão liberal. O investimento em ciência, tecnologia e inovação é instrumento que possibilita a superação das amarras de inferioridade que oprimem os países em desenvolvimento no mercado global competitivo.

Referências

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  • AGENDA 21 BRASILEIRA: Bases para discussão, por Washington Novaes (Coord) Otto Ribas e Pedro da Costa Novaes. Brasília MMA/PNUD 2000
  • BURSZTYN, Marcel, org. A Difícil Sustentabilidade, Garamond, Rio de Janeiro, 2001.

Set/2006

  • LIVRO BRANCO: Ciência, Tecnologia e Inovação. Ministério da Ciência e Tecnologia, Brasília, 2002.
  • OLIVEIRA, Gilson Batista de; SOUZA-LIMA, José Edmilson (Orgs.). O desenvolvimento sustentável em foco: uma contribuição multidisciplinar, Annablume, 2006.
  • ORGANIZAÇÃO DE COOPERAÇÃO E DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. Manual de Oslo. Paris: OCDE, 1996.

Comunicação

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Investimentos

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O sistema público de pesquisa apresenta sérias deficiências e os investimentos do setor produtivo são muito baixos. Do insuficiente investimento nacional em ciência e tecnologia, 1,18% do PIB, 67% tem origem no setor público, sendo que no setor privado tal investimento é inversamente proporcional ao tamanho das empresas.

É necessária uma política de ciência e tecnologia que direcione investimentos para um sistema de inovação de tecnologias limpas, que priorize os aspectos sociais, humanos e naturais em cinco campos: “geração de conhecimentos científicos; inovação tecnológica; formação de competências; bens coletivos/políticas públicas; e divulgação/vulgarização dos conhecimentos” (Agenda 21 brasileira, 2000, 114).

Inovação

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“Inovação tecnológica de produto ou processo compreende a introdução de produtos ou processos tecnologicamente novos e melhorias significativas em produtos e processos existentes. Considera-se que uma inovação tecnológica de produto ou processo tenha sido implementada se tiver sido introduzida no mercado (inovação de produto) ou utilizada no processo de produção (inovação de processo)” (Manual de Oslo, 1996, 35). Para Oliveira e Souza-Lima, inovação tecnológica é entendida como a transformação do conhecimento em produtos, processos e serviços que possam ser colocados no mercado.” (2006, 101).

Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovações

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O Livro Branco de Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério da Ciência e Tecnologia, propõe os seguintes objetivos para a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação:

  • Criar um ambiente favorável à inovaçào no País;
  • Ampliar a capacidade de inovaçào e expandir a base científica e tecnológica nacional;
  • Consolidar, aperfeiçoar e modernizar o aparato institucional de Ciência, Tecnologia e Informação;
  • Integrar todas as regiões ao esforço nacional de capacitação para Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Desenvolver uma base ampla de apoio e envolvimento da sociedade na Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Transformar CT&I em elemento estratégico da política de desenvolvimento nacional;

Sistema Nacional de Aprendizagem Tecnológica

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O Brasil possui uma boa base de pessoal e laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, mas desvinculada das necessidades do processo produtivo. O Sistema Nacional de Aprendizagem Tecnológica do Brasil é considerado passivo, pois limita-se à absorção de tecnologias criadas por países desenvolvidos que detém 95% das patentes do mundo. Essa dependência científica e tecnológica implica inadequação às especificidades locais e regionais e a desconsideração das características sociais, culturais, ambientais, políticas, institucionais e demográficas.

Novozymes Biotecnologia para a Sustentabilidade

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Araucária, Paraná, Brasil
A Novozymes Latin America Ltda. iniciou as suas atividades em 1975 como Novo Industri do Brasil Representações e Serviços Ltda., com escritório em São Paulo. Dois anos depois, passou a denominar-se Novo Industri do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
Em 1988 o escritório deixava São Paulo, para instalar-se em Curitiba, no Estado do Paraná. No ano seguinte, Em 1989 inaugurou a sua unidade industrial multi propósito em Araucária, Estado do Paraná, dando inicio a produção industrial de enzimas e processos enzimáticos. Nesse mesmo ano, ocorreu a fusão entre a Novo Industri A/S e a Nordisk Gentofte A/S da Dinamarca, alterando a sua razão social para Novo Nordisk Bioindustrial do Brasil Ltda. A partir de 2000 recebeu o nome que mantém até hoje, Novozymes Latin America Ltda.
Instalada na Cidade Industrial de Araucária, tem atuação destacada no seu segmento de mercado e está fortemente comprometida com o desenvolvimento sustentável como parte do gerenciamento dos seus negócios, no qual os aspectos sociais e ambientais fazem parte da sua rotina diária.

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