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Consumo Sustentável significa saber utilizar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades e aspirações das gerações futuras. Para isso precisamos somente dar mais atenção com o que está ao nosso redor, no nosso ambiente.
Noventa e sete por cento da água existente no planeta Terra é salgada (mares e oceanos), dois por cento formam geleiras inacessíveis e, apenas um por cento é água doce, armazenada em lençóis subterrâneos, rios e lagos...
Pois é, temos apenas 1% de água, distribuída desigualmente pela Terra para atender a população mundial! E esse pouco de água que nos resta está ameaçado pois somente agora estamos nos dando conta dos riscos que representam os esgotos, o lixo, os resíduos de agrotóxicos e industriais. Cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade nesse conjunto de coisas.
Sabemos que não dá para viver sem água, então, a saída é fazer um uso racional deste precioso recurso natural. A água deve ser usada com muita responsabilidade.
Objetivo é sensibilizar funcionários para uma postura racional de consumo de água também em sua casa
A cartilha apresenta um conjunto de soluções para consumo eficiente da água, como detecção e reparo de vazamentos, troca de equipamentos convencionais por equipamentos economizadores, estudos para reaproveitamento da água e palestras educativas. No evento que marcou o lançamento da publicação, as opiniões foram unânimes: a conscientização dos consumidores para o uso racional de água deve ser ampliada nas empresas como ação específica de redução de gastos, mas também como canal para estender a cultura do consumo eficiente às famílias dos funcionários. “Essa foi a nossa aposta quando pensamos em criar a cartilha”, afirmou Orestes Gonçalves, coordenador do Pura na Universidade de São Paulo.
Experiência dá certo na universidade
Na USP, em 10 anos de aplicação do Pura, a redução do consumo de água foi na ordem dos 43%. Em 2008, foram gastos R$ 21,8 milhões com a conta de água. Se o Pura não tivesse sido implementado, estima-se que os gastos teriam alcançado R$ 37,6 milhões. “A experiência mostrou que, quando o funcionário tem consciência dos benefícios das metas de redução traçadas, tende a procurar o mesmo resultado em casa”, declarou Orestes Gonçalves. “Mas para atingir esse objetivo, é fundamental o investimento em tecnologias e programas específicos de gestão dos recursos, envolvendo toda a comunidade”, alertou.
Para Gesner Oliveira, presidente da Sabesp, nada do que a empresa fizer terá efeito se a sociedade não se conscientizar sobre a questão ambiental que vivemos. “Nosso produto não é a água, é inteligência para uso eficiente da água. Não temos como induzir o consumo em busca de retorno financeiro por uma razão muito simples: não tem água". Dados da Sabesp indicam que a região metropolitana de São Paulo tem disponibilidade hídrica de 200 m³/habitante por ano, o que representa um décimo do valor indicado pela Organização das Nações Unidas. Disponibilidade hídrica é a quantidade de água disponível por habitante em determinada região para todas as atividades econômicas, como abastecimento da população e uso pela indústria, pela agricultura e pelo comércio.
Orestes Gonçalves destacou também a importância das palestras educativas no processo de implementação desses programas. “O avanço da tecnologia demanda também atenção para o comportamento do ser humano. As empresas devem fazer avaliações permanentes para traçar o perfil de consumo e, com essas informações, usar as novas tecnologias”, afirma Gonçalves.
14:44 Criado por Joseph Bergen e Nickie Huand, estudantes da Escola de Design de Harvard, esse infográfico interativo mostra a situaçao do consumo de água em todo o mundo - é a sua ´pegada de água´, em analogia com a já conhecida pegada de carbono. Vale a pena conferir. A dica é do NotCot. 24/03 Jacqueline Lafloufa
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